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O Bola da Vez é o espaço que o Vox News
reservou para, através de entrevistas, mostrar o trabalho e a
opinião de profissionais que estão se destacando no meio da
comunicação e daqueles de quem ainda vamos ouvir
falar...
Por Amanda Corrêa
Álvaro Rodrigues, diretor de criação da Agência 3 e presidente do CCRJ, revela nesta entrevista um pouco do que se pode esperar do Festival Melhor do Rio, que acontece nos dias 05, 06 e 07 de novembro, em Búzios. Entre as novidades desta edição estão os debates entre profissionais do CCRJ, CCSP e do mercado.
Vox News - Fale um pouco da nova gestão do CCRJ, quais são as principais mudanças?
A diretoria que assumiu o CCRJ no final do ano passado teve como uma de suas obrigações, manter os vários acertos das gestões anteriores. Não por preguiça e sim pelo desejo de continuidade. Por ter feito parte das diretorias presididas pelo André Eppinghaus e pelo Fernando Campos, acompanhei de perto a energia que esse imenso avião que é o CCRJ precisa para decolar. E a gente sabe que, em aviação, não existe decolagem forçada. Por isso, a nossa obrigação de incrementar o que deu certo e acrescentar novas idéias, novos projetos. O novo site, por exemplo, é um sucesso. Ele tem registrado uma média mensal de 12.500 visitas e 351.800 page views. O número de sócios também cresceu muito. Esses números expressivos só vêm aumentando. Vem aí a terceira edição do Festival de Búzios que, esse ano, aumentará em conteúdo. Vem aí o livro editado em parceria com a Ediouro, um livro de contos chamado Idéias Que Não Cabem Em 30 Segundos. Vem aí o inédito 4º anuário consecutivo do Clube. Tem o Prêmio Yahoo/CCRJ de Criatividade Digital. Tem o Prêmio CCRJ/ABRAEP de Propaganda, o maior prêmio de estudantes do Brasil, que nasceu com o patrocínio da Oi. Enfim, idéias é que não faltam para o CCRJ. E o objetivo do Paulinho Castro, do Flávio Medeiros, do Luís Claudio, do Adriano Matos, do Ricardo Real, do Renato Jardim e meu é colocar a maioria delas em prática.
Vox News - Qual a importância do Festival Melhor do Rio para o mercado carioca?
Total. Ele é a celebração do que melhor foi produzido no ano. É a chance de reunir os amigos, ver os trabalhos que entrarão no anuário, conhecer os Grandes Prêmios, assistir à palestras interessantes e, é claro, se divertir. O mercado carioca trabalhou, produziu muito o ano inteiro. Precisamos comemorar as nossas vitórias. E não existe lugar melhor do que Búzios e o Festival Melhor do Rio para isso. Quem já foi sabe do que eu estou falando.
Vox News - As duas primeiras edições do Anuário foram um sucesso. Já dá para perceber como será o terceiro?
Na verdade, nós vamos lançar o quarto anuário consecutivo. Os três primeiros foram a Bíblia, o Ego e o Tesão. O projeto gráfico do próximo anuário é do Zé Luís Vaz (NBS) e é surpreendente. O formato é maior do que o anterior. O número de peças também. Eu só não posso antecipar qual será o tema desse anuário. Mas essa não será a única boa surpresa do anuário que lançaremos em Búzios. Para saber delas, vocês têm que ir ao Festival.
Vox News - Quantas pessoas são esperadas para esta edição do Festival?
O CCRJ espera receber cerca de 1.000 pessoas no festival.
Vox News - Quais as principais dificuldades em se montar um Festival como este?
Verba, principalmente. Organizar o Festival de Búzios demanda uma boa dose de tempo e uma enorme quantidade de dinheiro. O trabalho da WeDo e nosso na captação de recursos é árduo. Trabalho de formiguinha mesmo. Por isso, criamos um formato modular para a estrutura do Festival. Com isso, conseguimos adequar o tamanho do Festival de acordo com a verba disponível. Felizmente, sempre contamos com grandes parceiros que acreditam na força do evento e patrocinam. Nesse ano, a Fotosfera, O Globo, ESPM, Clear Channel Ad Shell, Multishow, Petrobrás e Paradiso FM, são nossos patrocinadores. Mas ainda existem algumas cotas abertas e pretendemos fechá-las até o final de outubro.
Vox News - Como vocês selecionam a programação do festival, para não se tornar apenas uma
Nós aumentamos a programação do Festival, o seu conteúdo. Sexta à noite acontece o nosso tradicional welcome-drink. No sábado, o Fernando Campos (Diretor de Criação da Giovanni FCB SP, ex-Presidente do CCRJ e candidato à Profissional de Criação no Prêmio Caboré) dará uma palestra exclusiva para os estudantes. Além das palestras com o Carlos Righi (Presidente do CCSP) e Silvio Matos (Y&R). Acontece também a exposição das peças, exibição do rolo de Cannes 2004, o Voto Popular dos delegados, o concurso Melhor do Melhor do Rio, onde os estudantes vencedores do Grand Prix, Ouro, Prata e Bronze no Prêmio CCRJ/ABRAEP de Propaganda, terão 1 dia para criar um anúncio cujo briefing será dado na hora. Noite de sábado? Festa de Premiação e muita, muita diversão. Por último, no domingo, a mostra de Novos Diretores. Um bate-papo muito informal com jovens diretores cariocas que estão fazendo um belo trabalho. O diretor Felipe Joffily é um deles. O Felipe lançou agora, no Festival do Rio, o longa Ódique. Ou seja: imperdível.
Vox News - Como você definiria o papel do presidente na entidade?
Síndico, pára-raio e terapeuta são algumas das definições possíveis para o cargo. Deixando a brincadeira um pouco de lado, ser presidente do CCRJ significa aprender diariamente a lidar com o ônus de representar os interesses, os anseios
e as reivindicações do mercado criativo carioca. É uma grande responsabilidade, que se torna absolutamente prazerosa quando você sabe que está fazendo, dentro muitas limitações, o que é o melhor para o fortalecimento do Clube e do criativo carioca. Embora seja o presidente, fiz questão de dividir desde o primeiro dia após as eleições, todas as decisões com a diretoria. Cada diretor é responsável por um determinado projeto ou evento do Clube. Cada um usa o enorme talento e o pouco tempo disponível que tem para fazer o Clube acontecer. Essa foi a maneira mais saudável que encontramos para não sobrecarregar ninguém, além de dar a oportunidade para que todos trabalhem pelo CCRJ. Principalmente o presidente.
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