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O Bola da Vez é o espaço que o Vox News
reservou para, através de entrevistas, mostrar o trabalho e a
opinião de profissionais que estão se destacando no meio da
comunicação e daqueles de quem ainda vamos ouvir
falar...
Por Amanda Corrêa
Ricardo Figueira começou sua carreira como designer, criando marcas e identidade visual. Quando a internet apareceu, percebeu a oportunidade e resolveu usá-la para expandir a aplicação das coisas em que acreditava. Assim, junto a amigos de infância, abriu sua própria agência. Alguns anos depois, esta agência foi absorvida pela AgênciaClick, onde passou a atuar como diretor de criação. Após 4 anos dirigindo a criação da Click em Brasília, veio em 2004 assumir a criação da agência em São Paulo, onde permanece até hoje.
Nesta entrevista, Ricardo conta sobre como será integrar o júri do mais presitigiado festival publicitário do mundo e fala de suas expectativas para a categoria cyber. Confira.
Vox News - Qual a sensação de ser escolhido para integrar o júri de Cannes?
É uma honra indescritível. A sensação em si já é um desafio! Imagine um mix de duas emoções completamente antagônicas como euforia e responsabilidade, ou seja, manter a serenidade e a imparcialidade enquanto se vivencia uma das experiências mais importantes na carreira de um profissional de criação de qualquer lugar do mundo. Não é fácil.
Vox News - Com o destaque do Brasil ano passado em Cyber, a pressão fica maior para os trabalhos brasileiros?
A pressão é maior pela expectativa do nosso mercado. Essa história de “favoritismo” acaba no momento em que o julgamento começa. Acredito que o trabalho apresentado em Cannes traduz a qualidade da criatividade brasileira. Entretanto, a batalha não vai ser fácil. Imagine que os americanos também vêm com a faca nos dentes e dispostos a brigar pelos leões como nunca antes. Eles chegaram a inscrever o dobro de peças em relação ao Brasil. Vamos ver no que isso vai dar.
Vox News - E qual a sua expectativa sobre o desempenho do Brasil na categoria?
Acredito que o País vai se sair bem e, acima de tudo, mostrará um trabalho de qualidade. Entretanto, a premiação é, de certa forma, comparativa, e ainda não dá para afirmar nada antes de conhecer os trabalhos dos outros países.
Vox News - Quais os prêmios que a AgênciaClick já recebeu?
A Click é uma grande referência internacional. Tem muita tradição no Festival de Cannes, onde já levou um grandprix e 12 leões na categoria Cyber, e tem também forte representatividade em todos os outros festivais internacionais de propaganda do mundo, como OneShow, London, Clio e muitos outros. No Brasil, foi agência do ano em todas as edições do principal prêmio de internet do mercado, o MMonline/MSN.
Vox News - O que é preciso levar em conta para premiar uma campanha online?
Cada pessoa tem o seu critério, cada festival tem um estilo, entretanto posso falar por mim. Não costumo criar um guideline dos elementos necessários para considerar uma peça boa. Ao contrário, acredito que uma peça realmente boa quebra expectativas, transgride regras e, principalmente, inova. De qualquer forma, existem alguns pontos muito importantes para se levar em consideração ao selecionar uma peça para inscrever num festival como Cannes. Sob essa ótica, no mínimo uma campanha deve trazer um conceito forte e original, uma direção de arte linda e proporcionar uma interatividade altamente significativa e relevante.
Vox News - Que conselho você daria àqueles que se interessam por propaganda online?
Não se prendam a regras, futurismos e principalmente formatos. O valor da propaganda online é a interatividade em todos os níveis, e a sua discussão deve ser sobre as pessoas e seu comportamento, não sobre os meios. Entretanto, você deve conhecê-los para superar seus limites.
Vox News - Como um profissional de web se mantém atualizado?
Imagine que o seu concorrente do mercado de trabalho possui todas as ferramentas, as referências e as informações de que você disponibiliza. Assim, da mesma forma, o consumidor internauta. Para quem trabalha com internet, ser atualizado é desenvolver o que os outros ainda não fizeram, ser capaz de criar o inovador e o inédito.
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