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O Bola da Vez é o espaço que o Vox News
reservou para, através de entrevistas, mostrar o trabalho e a
opinião de profissionais que estão se destacando no meio da
comunicação e daqueles de quem ainda vamos ouvir
falar...
Por Amanda Corrêa
Nascido no interior da Bahia, Sérginho Rezende chegou a São Paulo em 1995, acompanhado de uma banda. A idéia inicial era batalhar a carreira de músico. Mas, os planos acabaram tomando outro rumo. Conheceu o publicitário Luciano Kurban, e em 1997 foi trabalhar com ele na Voicez, uma das maiores produtoras de áudio do país. Realizou trabalhos com grandes diretores, produzindo para clientes como Coca-Cola, Pepsi, Audi, Itaú Personnalité e Banco Real.
Permaneceu na Voicez até 2003, quando decidiu que estava na hora de ter seu próprio negócio. Em 2004, ao lado de Cris Gonçalves, fundou a Comando S. Sua proposta era seguir a idéia de fazer algo novo, criando uma produtora que atendesse de maneira diferenciada seus cliente. Ele afirma que para chegar numa trilha perfeita é preciso antes de qualquer coisa alinhar as expectativas e os interesses com roteirista e diretor, juntamente com isso conhecer a fundo o cliente e/ou o produto da campanha.
Hoje, quase três anos depois, acredita que o objetivo foi alcançado. No repertório da produtora já estão clientes importantes como O Estado de S.Paulo, Boehringer, Sony Ericson, Caixa Econômica, Tigre, Nissan, Siemens, Banco Real e Johnson & Johnson.
Nesta entrevista, Serginho nos conta mais de suas influências, estilo, processo de trabalho e projetos futuros. Confira.
Vox News - Gostaria que você começasse falando um pouco de sua trajetória profissional.
Comecei a tocar bateria aos oito anos de idade ainda em Amargosa, cidade do interior da Bahia. Com 18 anos fui morar em Salvador, um ano depois comecei a tocar com alguns artistas e bandas locais enquanto cursava Engenharia Civil na UFBA.
Em 1995 vim para São Paulo com uma banda, a intenção era fazer shows e gravar um cd, mas os planos mudaram um pouco, acabei conhecendo o publicitário Luciano Kurban, que em 1997 me chamou pra trabalhar com ele na Voicez. Fiquei lá até 2003, foi quando decidi que estava na hora de ter meu próprio negócio, sentia que precisava de novos desafios. Em 2004 fundei junto com a Cris Gonçalves a Comando S.
Vox News - Como você decidiu que era com produção de áudio que queria trabalhar?
Foi quando eu percebi a diversidade de desafios que a Produção de áudio pode te proporcionar. A cada dia você tem que produzir peças diferentes, um rock, um techno, um forró, uma MPB... E isso exige que você tenha uma vivência musical "camaleonica" .
Por que não basta reproduzir as notas e a batida, tem que entender a essência de cada estilo - enxergar o que está por traz das notas musicais. Sem falar na direção de atores e locutores (para spots e filmes publicitários) que é uma verdadeira viagem no universo das artes cênicas.
Vox News - Qual o processo até chegar na arte final?
A produção de áudio exige várias habilidades:
- A percepção do perfil do cliente, do produto e da campanha;
- A sugestão de qual caminho musical e qual o caminho de interpretação do locutor ou do ator;
- Composição do jingle ou da música para a trilha sonora da peça publicitária;
- Gravação e direção dos músicos e cantores;
- Captação e edição dos efeitos sonoros e ambientação das cenas (sound design e foley);
- mixagem (onde se determina os planos e profundidades de todos os elementos da trilha - relação da guitarra com o baixo, com a bateria, com o cantor, com o ambiente da cena, com o locutor, com o diálogo dos personagens, com os efeitos especiais, etc.);
- Masterização. O que podemos chamar de finalização. O equilíbrio de volume, de freqüência e fase estereofônica do áudio, para que a peça chegue na TV ou no rádio com a melhor "qualidade" possível.
Vox News - Quais são suas influências?
Como eu disse antes, A produção de áudio exige uma grande versatilidade de estilos musicais. E a medida em que você mergulha nesse universo, você acaba sendo influenciado pelos mais diversos artistas e etilos musicais. Nos últimos dias eu tenho escutado Bee Gees, The Doors, The Carpenters... levado pelo envolvimento com a campanha da Nissan-The Uncles e ouvi também Tom Jobim, João Gilberto, Marcelo D2 e Bem Jor como influências para um filme da Caixa Econômica.
Vox News - O que te dá mais prazer num trabalho?
O trabalho como um todo. Não tenho algo a destacar. Mas, é claro que me dá muito prazer ver que o resultado final agradou a todos.
Vox News - Quais artistas/musicos você admira?
Ben Harper, Jamie Cullum, FatBoy Slim, Seal, BT, e tantos outros.
Vox News - Como você descreveria seu estilo?
Versátil.
Vox News - Qual trabalho você tem mais orgulho de ter feito?
Xiiiiiiii...... Aquela velha história do pai com seus filhos, sem preferências.
Vox News - Quais são seus projetos futuros?
Fundar o selo Comando S Discos, expandir a Comando S para o mercado de outros países e "Instalar um telão na beira da piscina da Comando S para algumas sessões de cinema alternativo com os amigos e colaboradores".
Vox News - Na sua opinião, como anda o mercado de produção musical no Brasil? E no mundo?
O mercado está se globalizando e a concorrência se tornando cada vez mais internacionalizada.
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