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O Bola da Vez é o espaço que o Vox News
reservou para, através de entrevistas, mostrar o trabalho e a
opinião de profissionais que estão se destacando no meio da
comunicação e daqueles de quem ainda vamos ouvir
falar...
Por Redação
Roberto Eckersdorff é presidente da Unica Interactive Marketing Solutions e especialista em tecnologias e marketing interativo. Sua empresa é a primeira agregadora de Tecnologias de Mídia voltada para as Agências na América Latina. É representante para a América Latina da Atlas, unidade de operação da aQuantive, Inc., da Unicast, unidade de operação da Viewpoint e Websidestory VSCN.
Trabalhando com tecnologia de mídia digital no Brasil desde 1999, tem em seu portfólio mais de 3.000 campanhas veiculadas e gerenciadas em toda a América Latina, tendo como principais clientes grandes agências, como Giovanni+DraftFCB, Talent, Africa, Ogilvy e Wunderman entre outras.
Nesta entrevista, o executivo nos conta mais sobre a atuação da empresa no Brasil, fala de novos formatos e comenta a participação do Brasil no Cyber Lions deste ano. Confira.
Vox News - Faça uma breve descrição do mercado de atuação?
Atuamos majoritariamente no mercado publicitário, em Agências, Anunciantes e Veículos, como um integrador entre as áreas envolvidas, como Mídia, Planejamento e Criação para Agências, bem como Diretores de Marketing/Produtos no Anunciante.
Nossa atuação certifica que todos os clientes tenham acesso a ferramentas, tecnologias e conhecimento disponíveis em mercados avançados. Sendo este um mercado novo, também evangelizamos o mercado das necessidades e benefícios da tecnologia para entendimento dos retornos obtidos e cenários futuros. Atualmente o meio digital está cada vez mais integrado com o meio off-line, com o call-center e com a área de vendas das empresas.
Vox News - Como é esse novo formato em CUBO recém-lançado no mercado?
O formato CUBO é um formato inédito recém lançado nos EUA que, em menos de um mês conseguimos lançar para o Brasil e já está sendo veiculado ainda exclusivamente no Portal da revista Caras.
Ele é o que eu chamaria da mistura de alta tecnologia, de vídeo com a interatividade da web e com qualidades virais porque hoje as campanhas não são necessariamente produzidas para a televisão. E o custo é muito alto para rodar todos eles, em todos os meios de comunicação ou em todos os portais, então com uma única peça você resolve esses três objetivos de comunicação, surpreendendo o usuário e deixando-o no controle da situação.
E nós aqui da UNICA estamos muito felizes em poder disponibilizar ferramentas de alta qualidade em primeira mão para o mercado nacional. A tendência desse novo formato é que ele cresça e se expanda para diversos outros veículos.
Vox News - Por que essa atividade pode ser considerada inovadora? O que a torna única no mercado?
Os fundadores da Unica quando ainda em outra empresa (Unicast) revolucionaram o mercado de publicidade digital através do lançamento no Brasil de tecnologias que permitiam anúncios em grandes veículos on-line com áudio, vídeo, interatividade, etc.
Na Unica, nos últimos três anos trouxemos ao mercado nacional as duas principais empresas globais em suas áreas de atuação: a Atlas Solutions em gestão de mídia, e que detém mais de 45% de todo o mercado norte-americano, e a Websidestory de “analytics”, ferramentas orientadas para sites e presença digital, que tem em sua carteira de clientes mais de 1.600 grandes corporações globais.
Dentro dos nossos segmentos de atuação, o fato de ter os maiores players globais em casa, dá acesso aos nossos clientes a todas as novas metodologias, estudos inéditos, cases de sucesso e best practices de mercados avançados, o que existe em muito menor escala no Brasil.
Vox News - Quais são os modelos de agência existentes hoje? O que diria para as agências que só fazem off-line?
Eu acredito que vai haver um espaço considerável para os mais diversos tipos de agências. Vamos ter agência digital, agência on-line, agência “híbrida”, as butiques de marcas, as agências interativas, as agências de publicidade, as agências de marketing direto, as agências de 360 graus, as agências A, B, C, D ou E. O mercado já é muito fragmentado. Não teremos mais uma regra única para guiar o mercado. Cada um tem que saber seu “nicho”, sua atuação, tem que ter seus tentáculos em suas diversas áreas, e em outros serviços para apresentar para o seu cliente final.
Naturalmente, uma agência de grande porte que só faz Off-line não pode simplesmente ignorar as novas mídias e dizer que não sabe e não conhece. Isso não deve mais existir. Elas podem não saber fazer, mas têm que saber como funciona para poder utilizar melhor os serviços de terceiros, quando for necessário.
Vox News - Como foi para você a participação do Brasil este ano no Cyber Lions?
O Cyber Lions tem sido um grande espelho para o Brasil, um grande termômetro do que acontece no mercado. Este foi o ano em que as agências desenvolveram novas tecnologias, novas formas de anunciar, novas idéias, muito além apenas de uma execução criativa.
A participação este ano foi mais modesta em prêmios, por conta do grande volume de peças inscritas. Quando você tem um grande volume a qualidade deixa a desejar, e aí ficou nítida a diferença entre o Brasil em relação aos outros grandes países produtores, em termos de planejamento e estratégia.
Enquanto mostramos grandes execuções criativas, esses países mostraram que o diferencial em uma campanha atual é o planejamento, e o planejamento este ano foi o premiado.
Vox News - Como você vê essa atividade em dez anos?
É muito complicado prever daqui a dez anos o que vai acontecer com uma atividade que vive de produtos e serviços, especificamente para o meio digital, onde a cada dois, três anos, ou cada vez menos, muda-se praticamente todos os conceitos, todas as tecnologias e plataformas, os cenários, então é realmente muito complexo analisar como será daqui a dez anos.
Nós acreditamos que o know-how que temos, e o conhecimento e as aplicações desses serviços oferecidos, são cada vez mais necessários. Então, na teoria, a comoditização das tecnologias básicas abre espaço para produzir inteligência, planejamento e serviços sobre tecnologia, o que vai ser cada vez mais fundamental na vida das empresas.
Vox News - A Unica está disponibilizando para o mercado o Behavioral targeting. Explique como funciona?
Aqui no Brasil, embora seja um assunto relativamente novo e desconhecido da imensa maioria, já se houve falar aqui e ali, mas ainda há uma nuvem cinza a propósito do que realmente venha a ser esta disciplina.
Behavioral Targeting é a habilidade de entregar mensagens contextualizadas aos usuários durante sua navegação na WEB. Para que essa afirmação seja verdadeira, é fundamental a utilização de ferramentas avançadas de entrega publicitária, que podem ser geridas pelos próprios anunciantes em suas campanhas publicitárias ou pelos próprios veículos (portais/redes/sites), oferecendo possibilidades de entrega de propaganda contextualizada, baseada nos interesses e necessidades dos usuários, devidamente registradas por ferramentas de Ad Servers.
O Behavioral Targeting veio pra ficar. Não se trata de mais uma onda passageira. De acordo com pesquisas, apenas nos EUA o investimento previsto para 2011 será da ordem de U$3,8 bilhões Atualmente 13% do investimento em mídia digital já utilizam Behavioral Targeting.
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