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O Bola da Vez é o espaço que o Vox News
reservou para, através de entrevistas, mostrar o trabalho e a
opinião de profissionais que estão se destacando no meio da
comunicação e daqueles de quem ainda vamos ouvir
falar...
Por Amanda Corrêa
Fábio Barreto assumiu em agosto deste ano o comando da criação do Escritório de Idéias, agência carioca com 17 anos de expertise. O publicitário respondeu pela criação da Ronson por vários anos e também registra experiência na área pública, com campanhas para as Prefeituras de Queimados, Belford Roxo e Japeri, além de assinar campanhas para deputados federais e senadores.
Sua missão na nova empreitada é desenvolver trabalhos com consistência, pertinência e inteligência. O esforço, segundo o criativo, envolve desde reeducar clientes da agência até conquistar novos parceiros que percebam essa postura diferenciada.
Nesta entrevista, Barreto fala de sua experiência no marketing político, desafios no Escritório de Idéias, o posiciomaneto da agência no mercado e comenta das diferenças entre São Paulo e o Rio. Confira.
Vox News - Em 2006 você se afastou da Publicidade para trabalhar com mkt político. Como foi essa experiência?
Em maio do ano passado, recebi um convite para montar um núcleo voltado exclusivamente para o marketing político. Assim nasceu a Embaixada Comunicação. Trabalhei para diversas prefeituras da Baixada, como Japeri, Belford Roxo e Queimados. Além, claro, de preparar a campanha de 3 deputados e 2 senadores.
O desenvolvimento das campanhas não era fácil, pois você lida com uma série de pessoas sem nenhum preparo ou visão de comunicação, mas posso dizer que conseguimos oferecer um trabalho, no mínimo, diferenciado. Sem contar o fato de que foi um dos períodos mais gratificantes da minha vida profissional pela incrível equipe que tive o prazer de liderar. Entre jingles, placas de obras e santinhos, nos divertimos e, sem dúvida, aprendemos muito sobre os segredos e as armadilhas desse segmento.
Vox News - E agora, quais são seus desafios no comando da criação do Escritório de Idéias?
Desenvolver trabalhos com consistência, pertinência e inteligência. Trata-se de um esforço hercúleo, ininterrupto, pois envolve desde reeducar clientes da agência até conquistar novos parceiros que percebam essa postura diferenciada. Mas não tenho pressa. Muito pelo contrário. Tenho consciência de onde posso exigir uma readaptação mais rápida e onde essa nova postura vai demorar mais a ser absorvida. Vantagens da experiência e dos cabelos brancos.
Vox News - O que mudou na criação desde a sua chegada? Como você influenciou a agência?
A equipe de criação foi reformulada gradativamente. Todos os profissionais que estão na equipe hoje foram trazidos dentro de uma filosofia de renovação e adequação à nova proposta da agência. Busquei uma mescla entre jovens promessas do mercado e criativos mais experientes.
O resultado tem sido muito positivo para o business do Escritório e dos clientes. Minha responsabilidade é com o produto criativo da agência, mas não abro mão de buscar o comprometimento dos outros departamentos. Quero e vou extrair o melhor de todos os profissionais que estão ao meu lado, independente da área em que atuem. Certamente aí está minha maior influência na agência.
Vox News - Como é o posicionamento da agência no mercado?
O Escritório de Idéias tem 17 anos de vida. E convenhamos: em um mercado como o nosso, isso por si só já é uma vitória. Essa longevidade é o reflexo da competência com que o Victor Murtinho dirige a agência. A filosofia de ética e credibilidade está no DNA da agência. E saliente-se: isso não é mero discurso. Não é o blablabla típico que ouvimos recorrentemente vindo daqueles que não têm nenhuma crença naquilo que pregam.
Mas enfim, depois dessa base de atuação mais do que solidificada, estamos trabalhando freneticamente para crescer. Um crescimento que nos torne mais fortes e competitivos, mas que não abra mão jamais dessa filosofia que sempre norteou o Escritório de Idéias.
Vox News - Permanecer no mercado carioca é um desafio? Como você compara a criação no Rio e São Paulo?
O mercado carioca atravessa dificuldades há muito tempo. Mas ele atravessa. E, dentro de todo o cenário adverso, sempre acha soluções e alternativas para se manter pulsante. E por uma dura ironia, talvez essa hoje seja sua maior qualidade: saber sobreviver onde outros não sobreviveriam. Isso é talento. Por isso, acho que a comparação entre a criação do Rio e de São Paulo não é válida, até porque o mercado paulista está tomado por cariocas. Boa propaganda não se define meramente por uma questão geográfica.
A diferença está no porte financeiro das empresas que estão em São Paulo e na compreensão da importância das agências no negócio dessas empresas. Esses fatores sim, permitem uma maior visibilidade e um maior zelo do trabalho que é desenvolvido lá. As campanhas são mais avassaladoras, os clientes têm mais consciência da necessidade de diferenciação, a produção é mais valorizada e, claro, com o talento dos criativos paulistas, cariocas, mineiros e baianos, temos aí uma combinação explosiva que destaca-se no país.
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