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O Bola da Vez é o espaço que o Vox News
reservou para, através de entrevistas, mostrar o trabalho e a
opinião de profissionais que estão se destacando no meio da
comunicação e daqueles de quem ainda vamos ouvir
falar...
Por Redação
Depois de sair da faculdade, Luiz Carlos Alvares Augusto, conhecido como Kaká Alvarez, resolveu arranjar um emprego e a melhor maneira de encontrá-lo foi fundando sua própria agência, ao lado de mais dois amigos da faculdade. Ali surgia a a Rio Ka, que após um início turbulento, se firmou no mercado como uma das 10 agências mais premiadas do Rio.
Em dezembro de 2006, a Rio Ka se reinventa e passa a se chamar Havana Comunicação. Confira abaixo nossa entrevista com o Kaká, que além de sócio, também é criativo da agência. Ele nos conta sobre seus trabalhos, atribuições e expectativas para 2008.
Vox News - Como surgiu a idéia de ter uma agência logo depois de ter saído da faculdade?
Pura necessidade. Mesmo. A batalha para entrar nas agências estava duríssima – aliás continua até hoje. Depois de meses dando com a cara na porta, eu e alguns amigos de faculdade tínhamos três opções: continuar tentando como todo mundo; desistir e aceitar a derrota como quase todo mundo; ou tentar o caminho diferente de “montar uma agência sem experiência alguma”. Imagine o que foi o início dessa empresa (rs)!
Vox News - Qual foi o seu principal desafio?
Fazer essa loucura dar certo! Três amigos de faculdade montando uma empresa sem experiência, dinheiro, cliente, telefone, sede... Nem computador tínhamos! Usamos recursos caseiros mesmos. Um conseguiu duas mesas, outro conseguiu uma sala vazia com parentes, rateamos e compramos dois PCs, e fomos à luta! Para vocês terem uma idéia da doideira, fingíamos que tínhamos ramal, telefonista, musiquinha de espera, mas na verdade fazíamos tudo. Na época nossa Internet era discada! Imagine só que desafio foi fazer isso dar certo! Tinha tudo para ser uma grande cagada!
Vox News - Nesses 8 anos entre Rio Ka e Havana, quais trabalhos você destacaria como marcantes para a agência?
Ter ganho uma concorrência e trabalhado para a linha Vichy de L’Oréal durante três anos foi um divisor de águas para nós. Só aí começamos a nos profissionalizar. Pensamos “porra, estamos com uma conta da L’Oréal e vamos ficar brincando de fazer publicidade? Temos que começar a levar isso a sério!”. L’Oréal no exigiu muito e nos forçou um grande salto. Devemos muito isso as pessoas que acreditaram em nós na época.
O segundo cliente marcante, que nos fez crescer de verdade, é o case que construímos com a UNISUAM. Um centro universitário que tinha 3.000 alunos e apenas uma unidade quando pegamos a conta em 2000 e hoje possui cerca de 30.000 alunos em cinco unidades em diferentes bairros. É a prova de que não somos um boutique criativa, mas uma agência de comunicação de verdade, de resultado. Esse cliente, esse case, é nosso cartão de visitas.
Vox News - Mídias e ações alternativas são fáceis de “vender” para o cliente?
Dificílimo para nosso segmento. Imagine: é fácil um cliente multinacional pegar 1% de sua milionária verba e investir em algo novo, arriscar, pois se der errado o estrago não faz nem cócegas? Mas, coloque isso em clientes com investimentos limitados. Imagine o parto que é convencer quem tem pouco a arriscar. Brabeira.
Mas, não desanimamos nunca. Pelo contrário. Estamos cada vez mais com conhecimento e segurança nessa área. Daí tantas ações com grande repercussão ano passado: propaganda em ovo, banca virtual no Second Life, ações de guerrilha, virais e muito mais. Mas, nossos filmes, anúncios e spots continuam sendo muito bem reconhecidos. Não é a toa que conquistamos cerca de 15 prêmios em 2007.
Vox News - Você é sócio da agência, mas também criativo. É possível separar as duas funções?
Fundador de uma agência sem experiência alguma na época, diretor de criação criado em uma agência só, empresário desde os 25 anos... Nada é fácil com um histórico desses! Para mim, o grande tesão é criar, descobrir a garotada nova que entra, buscar o novo, o inédito... Ser dono foi uma fatalidade. Uma bela fatalidade, é verdade. Mas, não foi programado. Estudo muito, pesquiso, busco soluções o tempo todo para suprir minhas deficiências como empresário. E como criativo também. Me espelho em muita gente bacana por aí.
Vox News - Como a agência gostaria de ser reconhecida no mercado?
Uma agência sempre atrás da rebelde busca pelo novo. Uma agência com baixa rotatividade entre os profissionais, com qualidade de vida. Enfim, uma agência diferente.
Vox News - E as expectativas para 2008?
Crescer. Mas sem perder a alma dos “estudantes que um dia resolveram trilhar um caminho diferente”. Sem deixar que nossos funcionários percam sua qualidade de vida. Sem deixar o trabalho ser mais importante que as pessoas. Enfim, crescer inovando e provando que pode existir, sim, uma grande agência independente no mercado.
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