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O Bola da Vez é o espaço que o Vox News
reservou para, através de entrevistas, mostrar o trabalho e a
opinião de profissionais que estão se destacando no meio da
comunicação e daqueles de quem ainda vamos ouvir
falar...
Por Redação
Há 4 anos, Luciano Cian, Daniela Fonseca, Fernando Campos, Claudio Macedo e Moa Fagundes trabalhavam juntos em um grupo de comunicação. De um dia pro outro, uma parte da empresa fechou, e os cinco resolveram mudar de desempregados/empregados para empresários. Cada um acabou assumindo um departamento da Hiato, focando nos serviços onde as agências tradicionais não atuavam. Sem saber direito qual era a definição da empresa, estavam montando uma das primeiras agências bellow the line do Rio de Janeiro.
Leia abaixo a entrevista com Luciano Cian, que conta mais da agência.
Vox News - Nos conte como surgiu a Hiato.
Há 4 anos, nós, sócios da Hiato, trabalhávamos juntos num grupo de comunicação. Através dessa conexão profissional desenvolvemos afinidades dentro e fora da empresa. De um dia pro outro, uma parte da empresa fechou, e parte de nós (somos 5), ficou desempregado da noite pro dia. Com essa "novidade" no ar, nos juntamos e resolvemos mudar de desempregados/empregados para empresários. Cada um de nós assumiu um departamento da Hiato. A idéia não era montar mais uma agência de publicidade, focamos exatamente nos serviços onde as agências tradicionais não atuavam. Sem saber direito qual era a definição da empresa, estávamos montando uma das primeiras agências bellow the line do Rio de Janeiro.
Vox News - Clientes já estão preparados para essas diversidades de mídias? Qual o papel da agência nesse caso?
Os clientes sabem que existem novas formas de comunicação. Na verdade, essas "novas formas" nem são tão novas assim. A internet já está ai há anos e anos... O marketing de guerrilha também. Existem exemplos de brand experience aqui no Brasil desde a década de 80. A diferença é que hoje falamos dessas ferramentas como alternativas vitais para a comunicação de massa. A mídia sofreu grandes mutações nas últimas décadas. Não se ligar nisso é ignorar a evolução, a oxigenação das linguagens. Estamos sempre pensando em novas formas de abordar o consumidor, sugerindo ações, repensando conceitos.
Vox News - Você é artista plástico. Como essa veia artística interfere no trabalho do Luciano publicitário?
É um complemento. Minha formação é de direção de arte. Logo, uma coisa está muito próxima a outra. Acredito que as artes plásticas sirvam como laboratório, as experimentações, não só técnica, mas conceitual, são vitais para repensar diferentes abordagens.
Vox News - Projetos culturais também estão na pauta da agência. O que você pode falar sobre o Reciclando?
O Reciclando Cultura é um projeto que implementa, através da cultura, formas de relacionamento com o lixo. Propomos maneiras de transformar esses dejetos, dando mais peso ao conceito da reciclagem. Temos parceiros e conteúdos envolvidos no Reciclando Cultura que credibilizam o projeto, como o documentário Estamira, do Marcos Prado; a música do Décio Rocha e as obras do artista plástico Sergio Cezar, que transforma o lixo em maquetes de favelas. O projeto já participou de importantes ações sócio-ambientais, como a conferência Rio+15 no ano passado.
Vox News - Vocês coordenaram um evento para a Record no Rio. Como funciona essa área de eventos na Hiato?
A produção de eventos, seja focada no mercado corporativo, no ramo cultural ou no entretenimento, é uma ferramenta que cresce a cada dia. A Hiato oferece um mix de serviços que envolve todas as demandas dessa área, tornando a agência mais competitiva. Cuidamos de tudo, da arte dos convites ao transporte dos convidados, do buffet a exposição de marca. Apostamos na mistura das nossas ferramentas para atrair os clientes.
No caso da Record, o desafio era convidar o mercado publicitário para conhecer a nova sede comercial e de marketing em Ipanema, com seu funcionamento a pleno vapor. Chegamos a um modelo de happy hour com 15 datas, a cada dia havia um grupo determinado.
Vox News - Como você vê o crescimento do mercado publicitário carioca esse ano? E da Hiato?
O mercado melhorou e deve melhorar ainda mais. É um reflexo dos novos investimentos no estado. O Rio de Janeiro estava largado, jogado para escanteio. Passamos quase uma década sem políticas de crescimento, sem o básico. Quando a economia local ganha força, a publicidade cresce naturalmente.
Estamos otimistas com 2008, já realizamos execelentes projetos esse ano. Acreditamos que 2009 será ainda melhor.
Vox News - Quais as perspectivas para a Hiato em 2008?
Estamos nos reestruturando para atender todas as exigências do mercado, focados em novas formas de comunicação, em novas linguagens. Nunca abrimos mão da publicidade tradicional, sempre acreditamos na propaganda. Mas, para potencializar cada vez mais qualquer esforço de comunicação, queremos trazer os clientes para um mundo com novas opções, juntando forças e atingindo resultados cada vez mais expressivos.
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