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O Bola da Vez é o espaço que o Vox News
reservou para, através de entrevistas, mostrar o trabalho e a
opinião de profissionais que estão se destacando no meio da
comunicação e daqueles de quem ainda vamos ouvir
falar...
Por Amanda Corrêa
Um videoclipe durante a faculdade foi a primeiro contato de Tom Stringhini atrás das câmeras. Ali pode perceber que era aquele ambiente que queria seguir em sua vida profissional. E não parou mais.
Hoje, aos 35 anos, no elenco dos diretores da Cia. de Cinema, Tom comemora a conquista de seu primeiro Leão em Cannes, com o filme “Rato”, criado pela DM9 para Tok&Stok. Mas o grande objetivo de Tom não são as premiações, e sim conquistar a confiança dos criativos, o que vem fazendo com muita competência.
Nesta entrevista o diretor fala mais sobre os benefícios e dificuldades da carreira, sobre premiações, seus trabalhos e referências. Confira
Vox News - Primeiro, gostaria que você contasse como surgiu o interesse pela direção?
Tudo foi acontecendo meio que naturalmente. Quando eu estava na faculdade, lá pelos anos de 1995/1996, fiz um trabalho junto com uns amigos de classe. Tratava-se de um videoclipe em 16mm para uma banda de Brasília. Esse foi o meu primeiro contato com esse universo e a partir daí tive a certeza do que queria seguir na minha vida profissional.
Vox News - E como surgiu interesse em publicidade?
Fiz faculdade de publicidade e após o término fui trabalhar como cinegrafista do Canal Rural. Um ano e meio depois, o Canal Rural fechou suas instalações em São Paulo e foi pra Porto Alegre. Aí surgiu uma oportunidade de fazer câmera em teste de vt na O2 Filmes. Fui contratado e nunca mais saí da publicidade.
Vox News - Qual a maior dificuldade nessa carreira? E os benefícios?
Acho que a maior dificuldade é fazer com que os diretores de criação acreditem no seu trabalho, pois eles já têm seus diretores prediletos, que são aqueles que os caras trabalham faz tempo. Já o maior benefício é ter o privilégio de trabalhar com o que gosta, com o que te dá prazer.
Vox News - Ser premiado em Cannes muda alguma coisa na vida de um diretor?
Sinceramente não sei, pois é a primeira vez que isso acontece. É lógico que é muito gratificante. Mas continuo trabalhando e tentando ganhar a confiança dos criativos.
Vox News - Na sua opinião, quais premiações da área representam mais para um diretor?
Com todo o respeito, não sei. Pra falar a verdade, nunca filmei pensando em prêmios, pois minha preocupação sempre foi me firmar como diretor, e olha que isso não é nada fácil.
Vox News - O que redatores e diretores de arte podem esperar de você como diretor?
Competência e Trabalho.
Vox News - Quais filmes com sua assinatura você destacaria?
Gosto muito do filme do “Rato”, criado pela DM9 para Tok&Stok, que ganhou Leão de Bronze no Cannes Lions 2009. Também o filme que dirigi para a Virada Cultural de 2009. Cito também o filme para a Associação Brasileira de Leite Longa Vida.
Também estou gostando bastante de dirigir os filmes da campanha das Lojas Marisa 2009, pois conseguimos fazer um varejo bem diferente, trabalhando com a espontaneidade das atrizes (Carolina Dieckmann, Taís Araújo e Giovana Antonelli) sem textos prontos.
Vox News - Como você analisa o mercado de produção no Brasil?
Evoluindo. Tem muita gente boa e talentosa. Percebo que as pessoas estão se interessando em se profissionalizar cada vez mais, o que é muito bom para todos.
Vox News - Quais são suas referências?
Stanley Kubrick é o maior. Também gosto muito da Nouvelle Vague. Admiro demais a direção de atores do Fernando Meirelles. No Brasil, na minha opinião, ele é insuperável.
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