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O Bola da Vez é o espaço que o Vox News
reservou para, através de entrevistas, mostrar o trabalho e a
opinião de profissionais que estão se destacando no meio da
comunicação e daqueles de quem ainda vamos ouvir
falar...
Por Redação
Uma das primeiras produtoras cariocas a investir em formatos diferenciados para TV, a Aquarela Filmes ainda mantém um núcleo especialmente dedicado a esse segmento como conta nessa entrevista Toth Brondi, sócio e diretor. A produtora também aposta no Núcleo Corporativo, comandado por Nadya Nina, e com trabalhos para clientes diretor como Coca-Cola, Olympikus, Embratel, entre outros.
Na entrevista, Toth também conta um pouco sobre a sua carreira iniciada como ator. Na direção começou em 1985, na antiga Globotec.
Vox News - A Aquarela foi pioneira em formatos diferenciados para TV. Vocês ainda tem essa unidade?
Toth Brondi - Sim, o Núcleo de Entretenimento está ativo e temos vários projetos. A experiência com o programa Mulher Procura (GNT - Globosat), o curta São João do Carneirinho (vencedor do Curta Criança - Minc / TVE) e o documentário A Bença (vencedor do DOCTV) nos deu a base necessária para desenvolver novas idéias. Acredito que produzir conteúdo para os canais será um passaporte para o futuro.
Cada vez mais os anunciantes vão usar os programas de TV para fazer aparecer os seus produtos. Hoje já temos o viral, Youtube, Twitter, e a boa e velha inserção do merchan é cada vez mais eficiente. A comunicação no filme de 30 segundos será cada vez mais restrita à comunicação de massa.
Vox News - E o Núcleo Corporativo? Como funciona? Quem está à frente?
Toth Brondi - Quem toca o Núcleo Corporativo é a Nadya Nina, que já trabalhou com diversos clientes diretos (Coca-Cola, Olympikus, entre outros), trouxe esse know-how para cá e, por isso, estamos bem avançados nessa área. As empresas precisam falar para fora e para si mesmas.
Hoje temos um telejornal na Petrobras, formatado para veicular na intranet da empresa e atendemos Embratel, Merck e outras com produtos desenvolvidos de acordo com suas necessidades de comunicação, que acaba variando em função de tamanho, orçamento e objetivos.
Vox News - A maioria das produtoras está reclamando do ano de 2009. Como está sendo para Aquarela?
Toth Brondi - O primeiro trimestre foi um pouco devagar devido as incertezas econômicas que geraram um desaquecimento dos investimentos. Mas notei que de abril em diante o fluxo de orçamentos e produções aumentou bastante. Acredito que o Rio está dando a volta por cima.
Essa verticalização dos governos federal, estadual e municipal está ajudando muito.
Teremos a Copa do Mundo em 2014 e torço para que tenhamos as Olimpíadas de 2016. Ou seja, a médio prazo as perspectivas são excelentes. Tanto é, que contratamos a publicitária Ludmila Rigo (ex-Matos Grey) que tem a responsabilidade de gerar novos negócios para a produtora. É claro que gostaria de estar criando e filmando mais.
Vox News - Cite os principais trabalhos da Aquarela nesse ano.
Toth Brondi - No Núcleo Publicitário, produzimos para Ogilvy/Michelin, DPZ/Coca-Cola, e fizemos várias campanhas para Rede Dadalto (Espírito Santo) e Mercados Guanabara -ambos da agência fullpack. No Núcleo de Entretenimento e Institucional temos contrato com empresas que tratam
alguns projetos de comunicação como informação sensível e por isso não podemos divulgar.
Vox News - Agora, fale um pouco sobre a sua carreira.
Toth Brondi - Minha formação é publicitária, comecei em 1985, na Globotec, alguém lembra? Antes disso fui ator.
Acordo, respiro, como, penso comunicação o tempo todo. Gosto de contar histórias, de pegar uma idéia, transformá-la em imagens, entrar na cabeça das pessoas, mudar um pensamento, criar um desejo ou estabelecer um novo critério. É muito legal.
No aspecto técnico, dei sorte. Estou em atividade num momento de plenitude técnica. Podemos fazer quase tudo, os
equipamentos e computadores avançaram muito. Em algum momento pretendo fazer um longa, um programa de ficção para TV, tudo sem pressa, quando chegar a hora.
Vox News - É difícil separar as funções de empresário e diretor?
Toth Brondi - Quando não estou fazendo nenhum filme gosto das funções administrativas. Dá para levar numa boa.
Durante um filme às vezes complica, pois a direção exige muito de você, mas aí entra a minha equipe que segura bem o ritmo interno da empresa.
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