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O Bola da Vez é o espaço que o Vox News
reservou para, através de entrevistas, mostrar o trabalho e a
opinião de profissionais que estão se destacando no meio da
comunicação e daqueles de quem ainda vamos ouvir
falar...
Por Amanda Corrêa
Da matemática para a publicidade. Foi assim que Elenice Galera começou sua carreira. E descobriu na área de Mídia uma maneira de unir o útil ao agradável: ser publicitária e fazer uso da matemática.
Elenice, que hoje atua como Diretora de Mídia da Energy, agência do grupo Newcomm, iniciou na publicidade na época em que o planejamento era feito através dos livros cinza do IBOPE, que traziam as audiências dos programas no papel. Hoje, considera que o profissional da área é multifacetado, mais exigido, precisa ser um bom planejador, excelente negociador e muito mais criativo. E para o futuro acredita que vão se destacar aqueles que realmente entenderem de “gente”, de comportamento, de tendências de consumo.
Nesta entrevista, Elenice fala sobre os anunciantes e as novas mídias, dos momentos de crise e tendências da mídia alternativa. Confira.
Vox News - Conte um pouco o que o motivou a seguir a carreira de mídia na publicidade.
Na verdade, é uma história um pouco diferente. Entrei na faculdade aos 17 anos e fui cursar Ciências, com habilitação em Matemática. No meio do curso, comecei a trabalhar no departamento de Marketing de uma empresa e identifiquei-me, encontrei-me de verdade. Resumo: obtive licenciatura plena em Matemática, mas nunca lecionei. Terminei o curso, submeti-me ao vestibular imediatamente e cursei Comunicação Social. Não tinha dinheiro para fazer estágio e tive que arranjar um emprego. Com muita sorte, fui admitida na house do Mappin, na área de Mídia. Uni o útil ao agradável e mais uma vez me encontrei: era possível ser uma publicitária e gostar de matemática. Fiz pós-graduação na área e, hoje, depois de 20 anos, resolvi voltar para a universidade e estudar sociopsicanálise – que, acredito, também trata de temas importantíssimos para a área.
Vox News - O que mudou na área desde o começo da sua carreira até os dias de hoje?
Tudo... Ou quase tudo. Não existia Internet, acredita? Nós planejávamos consultando os livros cinza do IBOPE, que traziam as audiências dos programas no papel! Na hora de reservar espaços, a gente fazia “X” na máquina de escrever. OK, faz tempo, mas nem tanto assim. Estou falando do início da década de 90. Literalmente era outro século. Hoje, o profissional é multifacetado, mais exigido, precisa entender de praticamente tudo, ser um bom planejador, excelente negociador e muito mais criativo.
Vox News - O que um bom mídia deve fazer para enfrentar a crise?
Reinventar-se a cada dia, não se acomodar, não aceitar cenários habituais de espaços e formatos – mesmo que sejam criativos e diferenciados – e negociar muito. Acredito que é começar o dia sabendo que a grande estratégia de ontem já está no passado e que hoje é dia de superá-la.
Vox News - Na sua opinião, como os anunciantes estão se adequando às novas mídias?
Acho que estão se adaptando muito bem. Afinal, o marketing nas empresas também evoluiu bastante. Existem vários profissionais muito bons e bem informados. Mas acho que é nosso dever, dos profissionais que estão atuando nas agências, sermos o mais claro possível nas nossas apresentações, defendermos os novos meios com conhecimento e sem deslumbramento, transmitindo segurança aos nossos clientes.
Vox News - Em se tratando de mídia interativa, quais as novas tendências que estão chegando para ficar?
Internet, mídia alternativa, product placements muito mais aprimorados, como emissoras de rádio customizadas, programas de TV, etc.
Vox News - Qual a tendência do mercado em relação à mídia alternativa?
Acredito que não se trata de tendência, é realidade: os clientes e as agências estão dispostos a utilizar cada vez mais a mídia alternativa em suas estratégias, com criatividade e inovação.
Vox News - Como você vê o futuro da profissão?
Desafiador. Irá se destacar quem REALMENTE entender de “gente”, de comportamento, de tendências de consumo, quem não se basear somente em pesquisas macro, mas também aliar a elas sensibilidade, criatividade e argumentos sólidos de negociação e de retorno aos clientes.
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